sex. set 25th, 2020

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CRÍTICA – A POSSESSÃO DE MARY

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Já faz algum tempo que os filmes do gênero terror se reinventaram: recentemente tivemos o surgimento do “Terror Moderno”, representado pelos diretores Jordan Peele, Robert Eggers, Ari Aster, e, até mesmo, John Krasinki. Também houve a criação, com sucesso, de uma franquia: Invocação do Mal, inclusive com spinoffs. Isso fez com que o nível dos filmes de terror se elevassem. Porém, nem todos conseguiram êxito. E esse, infelizmente, é o caso de “A possessão de Mary”.

A premissa da trama é interessante: uma família adquire um barco que tem uma escultura de uma sereia na proa, e começam a acontecer alguns eventos estranhos: o namorado da filha mais nova tenta se matar, a filha mais nova faz alguns desenhos esquisitos, e por aí vai. Posteriormente, os pais das meninas encontram diários de bordo dos antigos capitães e notícias de jornais mostrando que todos eles sumiram no mesmo ponto do alto-mar, justamente para onde a família estava se encaminhando. E é isso.

O que me chamou a atenção foi o fato de Gary Oldman ser o protagonista da trama, pois fiquei pensando o que levou um ator com o currículo dele a aceitar o papel. Gary Oldman já atuou em tantos filmes excelentes que me causou estranheza vê-lo em um filme de terror (sentimento semelhante de quando vi Hellen Mirren em “A maldição da Casa Winchester”). A direção é de Michael Goi, confesso que não sou capaz de opinar sobre o trabalho dele, porque não assisti mais nada que ele tenha feito, e depois de ver “A possessão de Mary”, não fiquei com vontade nenhuma de assistir seus trabalhos anteriores. Do restante do elenco, vale mencionar Manuel Garcia-Rulfo, que faz o papel de Mike, um amigo da família que viaja com eles no barco, e que já fez alguns trabalhos interessantes como “Sicário – Dia do Soldado”, “Assassinato no Expresso do Oriente”, “Sete Homens e um Destino”, e recentemente o controverso “As Viúvas” e o sofrível “Esquadrão 6”.

Para encerrar: eu passei a assistir a filmes de terror não faz muito tempo, mas acho que já consigo identificar o que funciona e o que não funciona pra mim. E “A possessão de Mary” não funcionou, tanto pelo roteiro genérico, quanto pelo final previsível. E não espere grandes sustos, pois eles não acontecem.

Nota: 4,0

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