qui. out 29th, 2020

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CRÍTICA: BLOODSHOT

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Já faz alguns anos que filmes baseados em quadrinhos estão na moda, e Vin Diesel também quis surfar nessa onda como protagonista (lembrando que ele interpreta o Groot nos Guardiões da Galáxia). O resultado é um filme com muitas cenas de ação, bastante CGI e pouca originalidade, mas que oferece um bom entretenimento.

Neste novo filme de ação da Sony Pictures, ele vive Ray Garrisson, um soldado abatido em uma missão, mas que foi ressuscitado e a aprimorado como Bloodshot, e então teria retornado às suas atividades na condição de super-humano. Mas parece que não é bem assim. A empresa RST, responsável pela tecnologia de aprimoramento de soldados feridos em combate, utiliza nanotecnologia para aumentar a força e a resistência, além do poder de cura imediata. Porém, além do corpo desses super-humanos, a empresa acaba interferindo também na mente deles, sendo difícil distinguir o que é real e o que foi inserido na memória pela empresa, com o intuito de manipular esses seres aprimorados para cumprirem as tarefas que lhes são atribuídas.

A ação em “Bloodshot”, como é de costume nos filmes do Vin Diesel, é bastante eficiente. Como se trata de apresentar pessoas alteradas por tecnologia, é necessário o uso de efeitos especiais e eles não deixam a desejar. Quanto às atuações, bem, Vin Diesel é o Vin Diesel, e o grande destaque, para mim, fica por conta de Lamorne Morris, no papel do cientista Wilfred Wigans, o personagem mais carismático da trama. Também falar de Guy Pearce, interpretando Dr. Emil Harting, quase que reprisando o seu papel em “Homem de Ferro 3”. As imagens são bem produzidas, o que é compreensível pois o diretor, Dave Wilson, foi um dos responsáveis pelos efeitos visuais em filmes como “Vingadores: Guerra de Ultron”, bem como em jogos como “Star Wars: The Old Republic” e “Star Wars: The Force Unleshead”. Ele dirigiu, ainda, o primeiro episódio da série “Love, Death & Robots” da Netflix, “Sonnie’s Edge”, que também tem essa pegada tecnológica de “Bloodshot”.

Aliás, falando em reprise, um dos problemas de Bloodshot é justamente a sua falta de autenticidade: tudo que está no filme nós já vimos em algum lugar: aprimoramento de soldados, ressurreição em um corpo tecnológico, melhorias na estrutura corporal para servir a interesses escusos de empresas, ou caprichos de milionários, manipulação da mente humana… Isso torna “Bloodshot” um blend de Robocop, Ciborg, Capitão América e por aí vai. E é bem provável que a ideia seja de criar uma franquia. E tudo bem. É divertido, traz entretenimento, tem boas cenas de ação. Só não é revolucionário.

Nota: 7,5

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