sáb. maio 21st, 2022

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CRÍTICA: CAPITÃ MARVEL (COM SPOILERS)

Capitã Marvel é um filme que pode dividir opiniões, pois o filme já era criticado...

Capitã Marvel é um filme que pode dividir opiniões, pois o filme já era criticado antes mesmo da sua estreia. Vivemos um período de extremos, um momento da nossa sociedade onde finalmente as mulheres estão conseguindo ter voz e protagonismo, mas, ainda há aqueles ligados aos paradigmas sociais que vinham se perpetuando por centenas de anos.

Há também aqueles fãs mais saudosistas que colocam a fidelidade às HQs acima de qualquer coisa e criticam cegamente todo o resto quando algo não o agrada.

Eu como leitor e apaixonado por cinema e filme de super heróis fico no meio termo, gosto de ver boas adaptações, mas, também gosto de ver algo novo que ainda me faça acreditar na essência do(a) personagem.

Dito isso, vamos falar de Capitã Marvel, a nova aposta da Marvel Studios que promete mostrar uma futura liderança nas próximas fases do MCU.

Assim como nos quadrinhos Carol Danvers é uma mulher de personalidade forte, independente, aquela que não se curva e jamais foi submissa, uma mulher imperfeita, cheia de falhas, mas com um coração gigante.

Para interpretar esta desafiadora personagem Kevin Feige apostou na incrível e ganhadora do Oscar Brie Larson, que abraçou a personagem em sua essência e teve o complexo desafio de mostrar uma Carol Danvers com a memória apagada e cheia de fragmentos quebrados do seu passado. Pra mim Brie foi a escolha certa. Antes dela ser anunciada a minha aposta era para a Katheryn Winnick, que pra mim tinha o biotipo perfeito pra ser a Miss Marvel e está em alta com a sua performance arrasadora em Vikings, eu só esqueci que isso não significa nada para Hollywood e eles conseguem mudar o porte físico de qualquer ator. Brie foi a escolha certa e me surpreendeu positivamente.

O que ela sempre conseguia se lembrar era o quanto era subestimada e o quanto precisou lutar pra se tornar quem se tornou, fazendo até um paralelo com a própria Brie Larson. Ela cai e levanta!

O roteiro de Anna Boden e Ryan Fleck e Geneva Robertson-Dworet tomam algumas decisões criativas diferente do que esperávamos e mostram os Skrulls como seres oprimidos pelos Krees e essa é uma virada de roteiro importante para Carol descobrir quem ela realmente é.

Quando as artes conceituais foram divulgadas tínhamos o visual dos Skrulls muito próximos ao que vimos nas HQs, inclusive um deles muito mais robusto e lembrando o Super Skrull, o famoso vilão que absorveu os poderes do Quarteto Fantástico e tornou-se o imperador dos Skrulls.

Isso me deixou um pouco decepcionado, mas não foi culpa do filme, o problema foi divulgarem algo que não seria usado, gerando uma expectativa que poderia virar decepção.

Nick Fury está de volta, desta vez recriado para vermos o personagens nos anos 90 e somos apresentados a uma versão mais leve e divertida do personagem, assim como o Agent Coulson que surge como um novato e alívio cômico, o exemplo de humor acertado e sem exageros, algo que eu critico muito nos filmes da Marvel quando colocam humor fora de contexto.

Exemplo de humor fora de contexto nos filmes da Marvel: Em Capitão América: Guerra Civil temos o ápice do confronto, onde numa cena dramática o Rhodes é abatido e fica gravemente ferido. Logo em seguida temos o Homem Formiga praticamente olhando pra camera e falando “alguém tem uma jujuba?” Sacou?

Capitã Marvel não abusa disso, é um filme leve, divertido, apesar de carregar o peso dramático de sua protagonista. As cenas de ação são de tirar o fôlego e a Brie Larson conseguiu arrancar a minha vibração quando começa a dominar seus poderes. Temos uma cena sensacional onde ela é perseguida e depois descobre que não precisa fugir, ela olha para as mãos irradiando poder e coloca todos os inimigos pra correr.

Prepare-se para ver em ação o charmoso gato Goose (uma homenagem ao filme Top Gun). Nos quadrinhos o nome dele é Chewie (Uma homenagem a Star Wars).

A ação é embalada com uma trilha sonora de tirar o fôlego com Nirvana (Come As You Are), Hole (Celebrity Skin) entre outras canções clássicas dos anos 90. A música tema instrumental da personagem é marcante, simboliza um heroísmo, assim como vemos em Capitão América e Vingadores.

Os efeitos visuais são impecáveis, temos cenas incríveis envolvendo a Inteligência Suprema e ligado a este arco temos grandes nomes como Jude Law e Annette Bening representando os Krees.

O lado humano de Carol Danvers é bem desenvolvido e ligado a ele temos a relação de Carol com a Maria e Monica Rambeau, o que pode abrir espaço para explorarem no futuro a heroína Fóton, temos até uma referência (nunca te pedi nada Kevin Feige).

Existe sim uma mensagem feminista no filme, mas, sem ser panfletária e valorizando a humanidade da personagem, e poucos conseguiram compreender isso.

Pode um homem ser feminista?

Esteve entre nós Kurt Cobain vocalista do Nirvana que escreveu diversas músicas valorizando os direitos e a igualdade entre homens e mulheres.

Talvez este tenha sido um dos fatores a fazer os produtores mudarem a presentação do Mar-Vell para uma mulher, e isso irá incomodar os fãs mais harcore do personagem.

As únicas coisas negativas que eu achei foram o ritmo inicial mais lento e não vermos os Skrulls vilões, mas, isso devemos ver no futuro, quem sabe uma adaptação de Invasão Secreta?

Capitã Marvel é um filme de origem que mantém o mesmo padrão dos demais filmes de origem do MCU, é desonesto exigir que seja melhor que Guerra Infinita por exemplo.

A minha nota é 7,5 e que os Vingadores possam conhecer logo a sua nova líder e é isso que a cena pós créditos joga na nossa cara!

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