ter. ago 4th, 2020

Nerd Fusão

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CRÍTICA: DOLITTLE

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Robert Downey Jr. ressurgiu das cinzas em 2008, quando fez o primeiro filme do Homem de Ferro, que deu o pontapé inicial da Saga do Infinito e estabeleceu o Universo Cinematográfico da Marvel. Com o sacrifício de Tony Stark, RDJ precisava dar sequência a sua carreira. E a história que ele escolheu contar foi Dolittle, cuja origem foi estabelecida em livros infantis escritos pelo inglês Hugh Lofting, sendo que o primeiro completa cem anos agora em 2020.

Eu cresci com a “pentologia” do Dr. Dolittle protagonizada inicialmente por Eddie Murphy, e não fazia ideia do que esperar da nova versão. A essência é praticamente a mesma: Dolittle é um médico/veterinário que conversa com animais. Porém, neste filme a época dos livros é respeitada: a história se passa na Inglaterra dos anos vinte, quando o Dr. Dolittle vive isolado, cercado apenas por seus animais, em uma propriedade que recebeu por prestar serviços à Coroa. Ele ainda está em luto pela perda de sua amada Lilly e não convive com outros seres humanos. Posteriormente, a Rainha Vitória fica muito doente e Dolittle é procurado para ajuda-la. Nesse mesmo tempo, um menino que estava caçando com sua família, mas que ama os animais, procura Dolittle para ajudar a salvar um esquilo que ele baleou acidentalmente. No início Dolittle hesita, mas acaba aceitando ir até ao Palácio e o menino acaba indo junto. E os animais também vão.

Falar de Robert Downey Jr. é chover no molhado: em um papel bastante diferente de Tony Stark, Dolittle é introspectivo, humilde e um tanto retraído. Um dos seus antagonistas é o Dr. Blair Mudfly, vivido por Michael Shannon, o meu eterno Aziraphale de Good Omens, que conhece Dolittle desde os tempos da faculdade (e morre de inveja). Outra surpresa no elenco é Antonio Banderas, o Rei Rassouli, que também participa de cenas interessantes.

Mas um dos grandes destaques é o elenco de dubladores: Tom Holland, John Cena, Rami Malek (dublando um animal desta vez), Emma Thompson, Kumail Nanjiani, Octavia Spencer, Craig Robinson, Ralph Fiennes, Selena Gomez e Marion Cotillard, dentre outros, emprestam suas vozes à família de animais que vive com Dolittle. Isso me lembra os filmes do Wes Anderson, que sempre contam com elencos deste quilate, e só consigo pensar que ambos devem ter muitos amigos em Hollywood.

Dolittle é um filme divertido e infantil. As piadas não têm duplo sentido, não são dotadas de maldade, mas algumas até funcionam. o CGI dos bichos é bastante convincente, e com pouco tempo de tela já estamos afeiçoados e nos preocupando com os bichinhos. É um filme bonitinho e claramente tem as crianças como público-alvo. Divertidinho.

Nota: 8,0

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