ter. set 29th, 2020

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CRÍTICA | HBO WATCHMEN (SEM SPOILERS)

3 min read

Quando anunciada a serie Watchmen pela HBO, confesso que fiquei com o pé atrás pelo fato de Alan Moore não estar envolvido no projeto. Moore é um autor anarquista, subversivo, ousado, e foi isso que tornou a HQ Watchmen uma das maiores obras deste século.

No primeiro episódio fiquei completamente surpreendido por ver que a serie tratava os dias atuais, com problemas atuais, sensíveis e relevantes, mantendo as mesmas consequências e estética dos quadrinhos, mostrando como o mundo lidou com o genocídio causado pelo multi milionário Adrian Veidt/Ozymandias (Jeremy Irons), considerado o homem mais inteligente do mundo.

Diferentemente do filme de 2014 dirigido por Zack Snyder, nos Quadrinhos o desfecho é diferente, originalmente Ozymandias organiza secretamente um plano para acabar com o iminente apocalipse nuclear causado pela 3º Guerra Mundial, ele supostamente envia para Nova Iorque uma lula gigante interdimensional, como ameaça maior que a guerra e suficiente para suspender o conflito entre Estados Unidos e a extinta União Soviética, mas, este ataque era uma farsa, tratava-se de um ataque psíquico que resultou na morte de 3 milhões de pessoas.

Lembrando, a serie é uma sequência dos quadrinhos e não do filme.

Logo no primeiro episódio somos apresentados a um fato histórico que nunca teve toda a atenção e repercussão que merecia, estou falando do Massacre de Black Wall Street, em 1921 em Tulsa nos EUA, realizado pela Klu Klux Klan.

Isso serve como pano de fundo para mostrar que os crimes raciais continuaram a acontecer, anos após anos, através da Sétima Kavalaria, grupo supremacista formado por extremistas que usam a máscara do Rorschach, o que foi suficiente para a serie iniciar recebendo críticas dos fãs do personagem.

Nesta realidade distópica, o ator e defensor da esquerda americana, Robert Redford tornou-se o presidente dos Estados Unidos. A polícia atuava de forma oprimida, os policiais eram mascarados e mantinham em segredo suas identidades.

Uma das policiais e detetive é Angela Abar (Regina King), que também atuava como Sister Night, uma habilidosa vigilante mascarada que investigava a Sétima Kavalaria.

A personagem é um presente para todos nós, e carrega consigo todo o peso dramático que envolve a trama. A atuação de King é extraordinária e julgo a dizer que ela vai levar mais um Emmy.

Já no primeiro episódio consegui perceber o quão ousada seria a serie liderada por Damon Lindelof.

Somos apresentados a outros personagens, como Lady Trieu (Hong Chau) alguns conhecidos outros novos, mas, o grande destaque está no trio Angela(Regina King), Adrian Veidt/Ozymandias(Jeremy Irons) e Dr. Manhathan(Yahya Abdul-Mateen II).

A narrativa da serie é inteligente, todos os episódios levam a um desfecho que se completam somente nos 2 últimos episódios, onde somos apresentados ao que aconteceu com o Dr. Manhathan.

Temos muitos mistérios e reviravoltas, como o episódio do Justiça Encapuzada ou a elucidação de um crime importante, mas, a resenha é SEM SPOILERS!

A serie termina de forma emocionante e abre possibilidade para uma nova temporada, mas, se não houver continuação, está ótimo!

Além da incrível entrega artística, Watchmen tem uma forte mensagem social e crítica ao mundo atual, onde dada as devidas proporções, vivemos um extremismo, as vezes velado por narrativas políticas, outras vezes explicito, porém, na vida real não temos a Sister Night.

o melhor episódio na minha opinião é o 8º e se você já assistiu, deixo a cena abaixo para você conferir novamente o quão incrível é a atuação de Regina King como Angela Abar!

Minha nota para Watchmen é 10/10, a série é IMPECÁVEL!

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