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CRÍTICA – JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS

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Minha curiosidade por esse filme foi despertada ao ver Renée Zellweger arrecadar praticamente todos os prêmios de melhor atriz que foram entregues até agora, antes da cerimônia do Oscar. E, de fato, ela leva o filme nas costas, apresentando a história triste e conturbada de Judy Garland, uma espécie de menina-prodígio do cinema que teve uma vida breve.

O filme inicia mostrando Judy em uma fase decadente: com dois filhos pequenos e sem residência fixa, ela é “despejada” do hotel em que estava morando. Ao receber um convite para apresentações em Londres, ela deixa as crianças com o pai e vai para a Inglaterra, para ganhar dinheiro e depois poder retomar a sua vida. Porém, as coisas não são tão simples assim, e Judy é uma mulher temperamental e tem problemas com álcool, o que torna tudo bastante complicado para ela.

Ao longo da trama são apresentados flashbacks da carreira de Judy, especialmente do período em que ela viveu Dorothy em “Um Mágico de Oz”, o que explica muito o porquê de ela ser como é: Judy sempre foi geniosa, mas desde cedo foi obrigada a trabalhar muito e ingerir remédios para não engordar, para dormir, para acordar. Isso lhe causou traumas que perduraram por toda a sua vida. Ela também teve diversos relacionamentos conturbados, e, apesar de ter sido uma atriz de sucesso, parece que ela nunca conseguiu ser feliz de fato.

Tecnicamente, é um filme todo de Renée Zellweger. Ela realmente entrega tudo, e acredito ser o melhor papel de sua carreira. Em curtas aparições, como filhos de Judy, temos duas crianças queridas do mundo das séries: Bella Ramsey (Lyanna Mormont de “Game of Thrones”), e Lewin Lloyd (Roger de “His Dark Materials”). A fotografia também é belíssima, e retrata de forma bastante eficiente a Londres dos anos 70.

“Judy: Muito além do arco-íris” é uma história triste e emocionante, que retrata um pouco do quanto a indústria do entretenimento pode ser cruel com seus “empregados”, principalmente para aqueles que começam muito jovens. Seus efeitos são devastadores e traumáticos. E também serve para que a gente reflita ao julgar uma pessoa por suas atitudes: nunca se sabe por quais situações ela passou para que se tornasse alguém desse ou daquele jeito. Para pensar.

Nota: 9,0

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