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Crítica – Kingsman: a Origem

Em 2014 fui surpreendida com Kingsman: Serviço Secreto, que trouxe um Colin Firth porradeiro, Taron Egerton como uma espécie de padawan, Mark Strong na vibe Lucius Fox e Q (de 007) e Samuel L. Jackson vilão com o estilo de Spike Lee. Três anos depois, recebemos a sequência, Kingsman: O Círculo Dourado, não tão brilhante como o primeiro, mas bem divertido, e com participações memoráveis como Juliane Moore de vilã e Elton John como ele mesmo. Depois desses dois filmes inusitados e bem sucedidos, Kingsman: a Origem vem para ser uma espécie de prequela, explicando, como diz o título, qual a origem da agência de serviço secreto inglesa. A ideia é promissora, tendo como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial e personagens históricos conhecidos.

Após o assassinato de sua esposa, Orlando Oxford, interpretado por Ralph Fiennes, torna-se um pacificador, e faz de tudo para proteger seu único filho Conrad. Porém, o cenário borbulhante da época, em razão das tensões entre os países, acabam culminando na Primeira Guerra Mundial, e Conrad quer de todo jeito servir a seu país. A trama explora em uma visão micro os conflitos entre pai e filho, e em uma visão macro o panorama político mundial do período, os conflitos, os entraves, os jogos de interesses, os impasses. Tinha tudo para ser uma excelente trama.

O roteiro é um tanto confuso e truncado, e o tom é mais dramático e menos divertido que as obras. Acompanhamos as tensões entre o Czar Nicolau II, o Kaiser Guilherme II, e o Rei Jorge V, vividos por Tom Hollander (não o Miranha), e outros personagens históricos. Em outra linha, assistimos às articulações de Orlando Oxford, que lidera uma espécie de “rede de espionagem”, em busca de evitar a guerra e retomar a paz. Também é dado bastante destaque ao personagem de Rasputin, que além da importância política também parece ter poderes de cura. Por fim, há uma parte da trama que se passa nas trincheiras, a qual é a mais interessante e bem desenvolvida do filme, mas que diverge bastante do tom original dos dois primeiros filmes da franquia.

Em suma, Kingsman: a Origem era uma obra com bastante potencial, tanto em razão de adotar a História como pano de fundo, como por já contar com dois filmes anteriores amplamente reconhecidos, mas que se perde na narrativa e não diz a que veio. Uma pena, pois gosto muito de Kingsman: Serviço Secreto e Kingsman: o Círculo Dourado, e essa história de origem parece não ter nada a ver com os filmes anteriores da franquia.

Nota: 6,0

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