qua. abr 1st, 2020

Nerd Fusão

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CRÍTICA: O CHAMADO DA FLORESTA

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Filme com Harrison Ford e cachorro? Gostamos. Eu não tinha a mínima ideia do que se tratava o filme quando recebi o convite para a cabine de imprensa. Apenas tinha visto um cartaz e um trailer. Depois fui pesquisar e descobri que “O chamado da Floresta” é uma adaptação de um livro escrito por Jack London no início do século XIX. Uma história de amizade, transformação e superação.

Buck é o cachorro do juiz que vive em uma cidade da Califórnia. Ele acaba sendo sequestrado, enviado para o Canadá, onde é comprado por Perrault, personagem de Omar Sy, para puxar o trenó que leva as cartas para a localidade de Yukon, onde só se vê neve por todo o lado. Após algumas disputas de poder, Buck assume a liderança da matilha. Porém, Perrault tem que se fazer dos cães e ele acaba sendo adquirido por Hal, personagem de Dan Stevens (de “A bela e a fera”), que o maltrata. Depois de sofrer muito na mão de Hal, Buck vai viver com Thornton, interpretado por Harrison Ford, um sujeito solitário que ainda vive o luto pela morte do filho e sofre com a separação da esposa. Ambos começarão uma bela amizade e uma jornada de autoconhecimento.

Os cães e demais animais são todos feitos em computação gráfica, e isso no início salta aos olhos, mas em seguida a gente acostuma e acaba se encantando com Buck. Gosto muito das interações de Buck com Perrault e com Thornton. Omar Sy sempre faz muito bem esse papel de moço trabalhador, agradável e divertido, e Harrison Ford sempre entrega boas atuações como homem de meia-idade amargurado e rabugento. Mas há que se reconhecer que os dois fizeram um ótimo trabalho, mesmo em se tratando de contracenar com um cachorro de CGI. Aliás, deve-se reconhecer os méritos do filme: é possível compreender todas as expressões e sentimentos de Buck e dos outros animais, seja com gestos ou olhares (alô Rei Leão, assista a “O chamado da floresta” e aprenda como se faz!).

Quando acabou o filme, eu pensei em Buck como um Supercão: ele é inteligente, bondoso, solidário e um líder nato. Durante toda a sua jornada acompanhamos a sua evolução e, mesmo sabendo que ele não é de verdade, é impossível não se apegar ao bicho e torcer por ele e pelo seu dono. Filmes de cachorros sempre mexem comigo e com “O chamado da floresta” não foi diferente. Uma história bonita e que me deixou feliz quando saí da sala de cinema. Recomendo.

Nota: 9,0

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