sáb. dez 5th, 2020

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CRÍTICA – O GRITO

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“O Grito”, a versão original japonesa de 2002, dirigida por Takashi Shimizu foi um sucesso de público e crítica na época que foi lançado. Tanto que, somente dois anos depois, o próprio Takashi Shimizu dirigiu a versão americana do filme e a sua continuação. Agora, em 2020, o diretor Nicolas Pesce tenta resgatar a “franquia”. E o resultado? Bem, pelo tanto que eu enrolei na introdução do texto vocês já podem imaginar o que aconteceu…

A trama se passa ao mesmo tempo da história do filme original. No início, vemos uma moça americana que vai morar no Japão e volta para os Estados Unidos. Posteriormente, somos apresentados a uma dupla de detetives que começam a investigar o caso de um corpo encontrado dentro de um carro, já em estado de decomposição, em uma estrada local da cidade. E a partir desse momento rola um flashback, no qual tomamos conhecimento de que o corpo era de Lorna Moody, uma senhorinha que ajudava as pessoas a se matar (isso mesmo), e que pouco antes de falecer havia se hospedado na casa dos Matheson, pois William queria que sua esposa, Faith, se suicidasse, pois ela estava muito doente.

Porém, bagulhos sinistros acontecem na casa dos Matheson, que parece ser mal-asombrada. Ali já havia ocorrido outro crime tempos atrás, quando uma mulher matou o marido, a filha e depois tirou a própria vida. E todas as pessoas que um dia foram naquela casa, acabam carregando os fantasmas dela consigo. Inclusive um ex parceiro do detetive, que acabou internado em um hospital psiquiátrico depois de tentar se matar.

Então, o plot até é interessante, mas execução é falha. O filme traz mais desgosto que sustos, ao mostrar cenas de corpos em estado de putrefação, cheios de vermes, e pessoas cortando seus próprios membros ou colocando sangue pelo nariz e pela boca. O filme é arrastado, bizarro e maçante, não fazendo jus ao clássico japonês. São noventa minutos de tortura. Em síntese, é uma releitura que não deu certo.

Nota: 5,0

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