ter. set 29th, 2020

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Esquadrão Suicida: O que achamos do filme?

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Quando as primeiras imagens e relatos empolgados dos atores e produtores começaram a aparecer, parece que todo o universo da DC seria salvo por Esquadrão Suicida, que visivelmente tentou pegar carona na fórmula audaciosa de Deadpool que foi um absurdo sucesso e misturar com a inocência de Guardiões da Galáxia. O resultado é CONFUSÃO VISUAL.

Enquanto Esquadrão Suicida era filmado, Batman V Superman era massacrado pelos críticos, mas, antes de começar a abordar os pontos de Esquadrão Suicida quero deixar claro que gostei muito do resultado final de Man of Steel e Batman V Superman.

Esquadrão Suicida começa logo após os acontecimentos de Batman V Superman, logo nos créditos iniciais é possível perceber a tentativa do estúdio em levar o filme para o lado mais sujo e cômico, e este talvez seja o principal erro da projeção, ao perceberem que Batman V Superman estava sendo criticado, o estúdio resolveu editar o filme e incluir cenas divertidas para tentar atrair o público que aclamou Capitão América Guerra Civil. Não vejo problema nisso, desde que feito de forma que a rolagem da trama seja natural e não uma colcha de retalhos com piadas fora do contexto e cenas desconexas.

Quem vai ao cinema assistir filmes de Super Heróis não vai para assistir uma obra prima da dramaturgia, queremos ação e aventura e até nisso o filme é falho.

A talentosa Viola Davis interpreta Amanda Waller e sua personagem é tão caricata que parece um Cosplay feminino do Nick Fury de Samuel L. Jackson. A sensação de “já vi isso antes” incomoda e torna-se previsível.

O time de anti-heróis está muito bem entrosado, percebe-se todo o esforço e dedicação do elenco para salvar o filme e eternizar seus personagens no coração dos fãs, esse foi um acerto do filme, o time de vilões está perfeito. Will Smith entrega um Pistoleiro bem construído, tem um cena dramática no início, Margot Robbie apesar de hiper sexualizada é literalmente a Arlequina, acho que não imaginaria outra atriz a interpretando, Adewale Akkinoue-Agbaje encarna divertidamente o Crocodilo, Jay Hernandez é El Diablo e o péssimo ator Jai Courtney se sai muito bem como Capitão Bumerangue. Cara Delevigne interpreta a Dra. June Moone que se transforma no ser sobrenatural Magia que inicialmente parece interessante e torna-se um dos personagens mais ridículos dos filmes de heróis.

Sobre o Coringa de Jared Leto falarei mais adiante…

Joel Kinnaman é Cel. Rick Flag, o subordinado direto de Amanda Waller que tenta colocar ordem no grupo de vilões que parte numa missão suicida afim de impedir que Magia destrua tudo que surgir pela frente.

As cenas de ação infelizmente não funcionam tão bem, as tomadas são confusas, escuras e rápidas demais, o melhor momento é quando aparece o Batman e prova definitivamente que este Batman de Ben Affleck foi um grande acerto deste universo da DC/Warner.

O filme poderia ser maravilhoso, mas infelizmente David Ayer não consegue dirigir com competência o próprio roteiro que ele mesmo escreveu, a trama não tem ritmo nenhum, horas o filme assume um tom sombrio e muito interessante e bruscamente tudo se transforma em algo completamente fora do contexto.

Vamos falar do Coringa de Jared Leto. Quando vi o nome do ator para o papel, me empolguei bastante, a expectativa foi grande, afinal o ator é extremamente talentoso e dispensa comentários. Quando surgiu as primeiras imagens da caracterização do ator com as tatuagens, com os dentes estranhos, mesmo assim achei que seria um bom personagem, mas infelizmente vou ter que repetir o mesmo que falei sobre o Lex Luthor de Jesse Eisenberg. Depois de Heath Leadger ter imortalizado o seu Coringa em Batman o Cavaleiro das Trevas, parece que tornou-se obrigação que os vilões sejam interpretados de forma intensa e bem diferente do que estamos preparados para ver. O Coringa de Leto infelizmente ultrapassa do ponto na tentativa de “mitar” com o personagem, é tão absurdo que por horas lembra O Máskara de Jim Carrey, e não estou exagerando. Todo o marketing promovido pelo elenco entorno de Jared Leto foi em vão, é como a piada interna que só tem graça dentro do grupo de amigos e causa vergonha em quem vê de fora. Seus maneirismos forçados beiram o ridículo assim como a tentativa de empurrar goela abaixo que ele precisa o tempo todo dar aquela risada que só funciona na primeira vez.

Esquadrão Suicida falhou em tentar pegar carona e não ter uma identidade própria, poderia ter sido o melhor filme da DC se tivesse mantido o tom sombrio. É um filme mediano que tem seus méritos pelo talento do grupo de vilões principais.

Continuo acreditando neste universo da DC e torço para que o filme solo do Batman e Liga da Justiça tragam a grandiosidade que esperamos para os nossos heróis, mas confesso que estou preocupado. Espero também que a Arlequina tenha mais aparições e quem sabe Jared Leto acerte a mão no seu Coringa, mas desta vez, foi um desastre.

Essa bomba tem uma cena pós créditos…

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