sáb. set 26th, 2020

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Resenha do Charlie: Demolidor 2º temporada (Com Spoilers)

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Como já falado no artigo anterior (Sem Spoilers) vamos revisitar os pontos da série só que dessa vez com Spoilers, já que afinal de contas, sempre podemos analisar os dois lados.

Nessa Segunda Temporada temos um Demolidor em conflito ao se deparar com o Justiceiro. Ele se questiona sobre o que faz se talvez o que Frank Castle está fazendo não seja o certo ao ponto de cogitar a matar um homem, ato em que é alertado pelo próprio Justiceiro como um caminho sem volta, além de finalmente assumir um romance com Karen Page um romance até promissor se não fosse sua conturbada vida noturna e ainda a volta de Elektra a sua vida coloca em xeque seus próprios sentimentos em relação às duas.

Foggy está ainda mais ativo nessa segunda temporada, mas está mais amargo também ele vive em conflito após saber que seu melhor amigo é o Demolidor e isso gera muitas brigas entre os dois, principalmente em relação às decisões de Matt incluindo a de defender Frank Castle nos tribunais contra a vontade de Foggy, mas que ele assume e mesmo sem a ajuda de Matt se destaca na defesa de Castle mesmo perdendo o caso, o que lhe rende após a inevitável falência de sua firma um emprego no escritório de Jeri Hogarth, personagem de Carrie-Anne Moss em Jessica Jones.

Jon Bernthal roubou a cena na série como o Justiceiro ele mostrou o lado mais brutal do personagem incluindo torturas e praticamente afundar o rosto de um homem a coronhadas cena chocante realmente, seu visual seu modo de falar e sua postura parece tirada dos quadrinhos e apesar da produção ter desmentido que estaria pensando em uma série solo o que foi mostrado nessa segunda temporada incluindo um arco solo na segunda metade da temporada aonde ele foragido vai à caça do verdadeiro culpado pela morte da sua família poderia facilmente já ter rendido uma temporada solo, pois não há influencia do Demolidor nesse arco. Nesta linha paralela do Punisher, temos a participação de Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk e sua chegada na prisão. Temos o encontro dele com Frank Castle e a forma como Fisk o usou para dominar a penitenciária e usar Castle para eliminar seus demais rivais nas ruas.

Assim como na primeira temporada, temos uma cena épica de luta que será lembrada por muito tempo. Enquanto na primeira temporada o Demolidor enfrenta dezenas de bandidos numa cena longa, sangrenta, sem cortes de câmera e com o mais perfeito sincronismo, na segunda temporada temos uma cena tão icônica quanto, onde temos uma luta brutal entre o Demolidor e vários bandidos, a cena dura quase 5 minutos, onde descem vários andares de um prédio  na porrada.

Logo vemos um Justiceiro quase imbatível, possuído pelo ódio. O fator ódio foi muito bem introduzido no personagem, justificando todas as suas ações. Na trama, durante o assassinato de sua família, Frank Castle leva um tiro que atravessa a sua cabeça, o deixando morto por cerca de 1 minuto. O tiro em questão acabou afetando seu cérebro de forma que a lembrança dos assassinatos da sua família ficassem gravados na sua memória recente, fazendo com que cada vez que abrisse os olhos, Frank Castle acordava com o sofrimento, dor, ódio e a mesma sede por punir os responsáveis onde quer que estejam.

Karen Page finalmente deixou de ser aquela sem sal da primeira temporada, apesar de mais ativa e envolvente ela ainda sofre por ter matado um homem e isso ainda a assombra, mas isso também acaba gerando uma empatia com Frank Castle sendo quase que sua parceira no arco solo do personagem. Após a falência da Nelson e Murdock ele acaba assumindo o lugar de Bem Urich no jornal algo bem próximo dos quadrinhos onde ele se tornou radialista, em sua cena final Matt toma coragem e finalmente conta a ela que ele é o Demolidor.

Elektra finalmente apareceu, mas não se engane ela não é a filha favorita de Frank Miller que todos conhecemos, a personagem foi totalmente reformulada para série, sua origem e toda sua evolução estão totalmente diferentes de qualquer coisa já feita, até mesmo seu envolvimento com Matt na faculdade é um contexto totalmente novo, ela não era a patricinha filha de um diplomata que estudou junto com ele e sim seu envolvimento com ele foi uma missão dada por Stick para mais uma vez tentar recrutá-lo para os Castos, sua morte foi uma cena muito impactante, mas mesmo assim não tão impactante quanto sua morte nos quadrinho e recriada no filme de 2003, talvez a falta do mercenário possa ser um fator, mas o que mais se sente falta é o assassinato deliberado dela, na cena em questão ele morreu acidentalmente ao tentar salvar o Demolidor.

A segunda Temporada foi marcada por dois arcos principais ao assistir você percebe vários elementos de varias histórias, mas não se pode dizer que foi baseada em nenhuma delas, lá você verá elementos de O Julgamento de Frank Castle, Zona de Guerra e Bem vindo ao lar do Justiceiro, Elektra, Morta por um Mercenário, A Volta da Mão Negra e Redenção do Demolidor. O primeiro arco é apresentado o Justiceiro aniquilando três gangues em Nova York nessa primeira parte o Demolidor o persegue incessantemente para parar o assassino, após conseguir capturá-lo a história segue totalmente independente do Demolidor e assistimos praticamente uma série solo do Justiceiro até descobrir que as três gangues foram usadas para assassinar Castle e sua Família e ele segue sua busca atrás de Blacksmith o verdadeiro responsável.

Já o segundo arco, somos apresentados a Elektra uma mulher misteriosa que busca a ajuda de Matt para combater a Yakuza, aos poucos é revelado que não se trata da Yakuza e sim da Mão, um grupo que age nas sombras e tenta dominar Nova York, com o retorno de Stick o Demolidor descobre a verdade por trás da Mão e dos Castos e também as verdadeiras intenções de Elektra, além de descobrir que seu mais perigoso oponente está vivo e ainda por trás das operações da Mão, o ninja Nabu que também nessa versão é o responsável pela Morte de Elektra. A série deixa em sua ultima cena já um gancho para a sua próxima temporada, pois vemos a Mão colocar o corpo de Elektra em uma urna que claramente onde é feito o ritual de ressurreição.

E como já citado no artigo anterior o Universo Netflix está cada vez mais distante dos cinemas, na primeira temporada há referencias ao filme Vingadores e seus Heróis, em Jessica Jones se prestar a atenção toda vez que alguém está assistindo um noticiário há alguma noticia ou debate sobre o registro dos Heróis que remete imediatamente a Guerra Civil, mas nessa temporada não há referencias claras ou elementos de ligação.

Mas a Netflix entregou mais uma vez uma excelente série e aprofunda no universo urbano e sombrio algo que seria impensável em se fazer nos cinemas, mas com uma qualidade superior a tudo que já se foi feito em relação aos três personagens centrais Demolidor, Justiceiro e Elektra.

Mistérios:

Apesar de não termos referências diretas ao MCU (Marvel Cinematic Universe), temos fatores intrigantes que gostaríamos de levantar a opinião de vocês leitores.

  • Quando é abordado o que aconteceu com Frank Castle, sabemos que ele levou um tiro que lhe atravessou a cabeça, os médicos comentam que ele morreu e ficou 1 minuto realmente MORTO, porém, “alguma coisa não queria que ele morresse”. O que isso realmente significa? Será que é alguma referência a aquela ressurreição dos quadrinhos?
  • Frank Castle fora visitado no hospital diversas vezes por “homens e mulheres de preto com um fone no ouvido”. Seria a Shield? O que vocês entenderam nessa parte?

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