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RESENHA – EXTERMINADOR DO FUTURO: DESTINO SOMBRIO (com spoilers)

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Em 2019, tivemos nos cinemas o retorno de duas franquias de ação muito queridas nos anos 80 e 90: estou falando de Rambo e de Exterminador do Futuro. E o resultado de ambas, bem, não foi condizente com a expectativa gerada, pois entregaram filmes, por assim dizer desnecessários, o que é uma pena.

“Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” tem um começo promissor: é mostrada a cena de Sarah Connor no hospital/manicômio, falando sobre como as máquinas acabarão com a humanidade e dominarão o mundo no futuro. Em seguida, vemos um plot twist de arrepiar e que, de certa forma, resolve a bobagem feita no Exterminador V, ainda que saibamos que devemos considerar somente o primeiro e o segundo filmes da série (que são excelentes, ao contrário de seus sucessores). Posteriormente, corta para o México e somos apresentados à Dani Ramos, que seria a nova salvadora do mundo, e a partir daqui, a exemplo de Star Wars IV e Star Wars VII, a mesma história nos é recontada, porém com outros personagens. Ou seja, uma trama sem muita criatividade e um tanto genérica.

O ponto alto do filme, sem sombra de dúvidas, é o retorno de Sarah Connor, mais badass do que nunca! Linda Hamilton entrega uma interpretação magnífica, ela é a personificação do Girl Power, isso muito antes dessa onda começar. As personagens Dani Ramos e Grace, uma humana aprimorada que veio do futuro para proteger Dani, são apenas ok e não convencem muito. Gabriel Luna vive o Rev-9, o equivalente ao T-1000, porém evoluído. Aliás, neste futuro não existe a Skynet, mas sim a Legião, inclusive Grace nunca ouviu falar da Skynet. Porém, no início do filme, o que vemos saindo da água são os mesmos robôs dos filmes anteriores, e em momento algum isso é explicado na trama, que, a meu ver, tem uma série de furos. Obviamente, também temos a volta de Arnold Schwarznegger como T-800, e ele, como sempre nos ganha no carisma.

Em resumo, ainda que “Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” traga reflexões importantes sobre os riscos na utilização da tecnologia, o fato de que somos “vigiados” o tempo todo, pois o mundo inteiro está interligado, bem como demonstre a evolução das pessoas após sofrerem traumas, não é nada diferente do que já nos foi apresentado nos primeiros filmes da franquia. Como eu disse antes, é um filme com problemas de roteiro e uma repetição de trama. Mas ainda assim, eu pagaria o ingresso somente pra ver de novo a Linda Hamilton interpretando o papel de Sarah Connor. Ela, por si só, faz o filme valer a pena.

Nota: 7,0

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