qui. out 1st, 2020

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Resenha: Ghost In The Shell – A Vigilante do Amanhã

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Ghost in The Shell causou polêmica desde a sua pré produção e o anúncio de que a protagonista não seria uma atriz oriental, e sim Scarlett Johansson como Major.
Esta resenha será pautada somente no filme, sem muitas comparações com o Mangá (1989) ou o Anime (1995), mas muitos elementos de ambos estão lá.
Em A Vigilante do Amanhã temos o ano de 2029 onde a tecnologia evoluiu ao ponto dos humanos tornarem-se seres com partes cibernéticas e sempre conectados a uma rede, com isso, o crime também evoluiu e o ciber terrorismo surge como a principal ameaça.
Scarlett Johansson interpreta Major, uma agente que é considerada a primeira de sua espécie, até então única com um cérebro humano dentro de um corpo 100% cibernético. Major é integrante do Setor 9, a divisão governamental que combate os ciber crimes.
O visual do filme é incrivelmente bem elaborado, remetendo ao estilo Cyber Punk sombrio das obras originais, porém, muito mais Hi Tech. Os efeitos visuais são bonitos, os dispositivos mecânicos/eletrônicos implantados nos humanos estão muito bem feitos, os carros estão lá, as motos, outdoors eletrônicos e todo o futuro obscuro do material original.
Todos os personagens estão muito bem caracterizados, mesmo com etnias diferentes. A trilha sonora é bastante depressiva, em momentos lembrando o ambiente do game Final Fantasy.
Apesar de considerar um filme bom, a grande falha de Ghost In The Sheel está na falta dos aspectos filosóficos que poderiam enriquecer muito o desenvolvimento da trama, como a singularidade ou as reflexões sobre o que se tornou a humanidade. A trama passa a ser uma jornada pessoal da protagonista vivida por Johansson em busca de quem realmente é, o que também é interessante mostra muito as habilidades dramáticas de Johansson.
Os integrantes do Setor 9 é um dos pontos fortes, o “brucutu” Batou está muito bem caracterizado pelo ator Pilou Asbæk, mas o grande destaque está para o chefe do setor 9 Aramaki, falando apenas em japonês o astro oriental Takeshi Kitano é imponente em todas as cenas em que aparece e mostra realmente o que é o Setor 9.
Scarlett Johansson mostra um pouco do seu lado dramático em cenas memoráveis. Com poucas falas, mas muitos gestos e expressões, Johansson tem a profundidade necessária para desenvolver o que a trama se dispõe a fazer.
Ghost In The Shell talvez não se torne um “Cult“, mas é um Blockbuster com belas cenas de ação, efeitos visuais incríveis e muitas referências orientais das obras originais e poderemos ter uma continuação, para ai sim termos a protagonista já estabelecida e o Setor 9 combatendo outras ameaças que possam surgir.

Nota: 7/10.

André Pacheco Administrator
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