sáb. maio 28th, 2022

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RESENHA – HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (com spoilers)

Inicio esta resenha esclarecendo que se tratará de um texto com spoilers do filme, pois...

Inicio esta resenha esclarecendo que se tratará de um texto com spoilers do filme, pois fica bastante difícil falar dele sem mencionar fatos que entregam o plot. Além disso, faz-se necessário abordar os spoilers, até para demonstrar a importância deste filme para o encerramento da Fase 3 do MCU.

“Homem-Aranha: Longe de Casa” mostra as consequências do Estalo de Thanos e do Blip no mundo. Blip é como chamam o retorno das pessoas que haviam sumido por cinco anos após o Estalo. Todas as dúvidas que tínhamos sobre o que aconteceu com os colegas de Peter, bem como aqueles que desapareceram e voltaram são esclarecidas. Tia May, inclusive, comanda uma espécie de grupo de autoajuda para auxiliar as pessoas a lidar com a situação. Sim, há um menino da escola de Peter, Brad, que não sumiu no Estalo e agora está cinco anos mais velho que todos os que foram “blipados”.

É um mundo também que está aprendendo a viver sem seus principais herois. No início é mostrada uma homenagem à Viúva Negra, ao Capitão América e ao Homem de Ferro, em uma vibe meio Deadpool. Homem de Ferro, aliás, que é referenciado e reverenciado em todo o mundo, o que, obviamente, rende algumas lágrimas. Mas não muitas, pois, a exemplo de “Homem-Formiga 2”, que mostrou as consequências após “Vingadores – Guerra Infinita”, “Homem-Aranha: Longe de Casa” é uma história leve, divertida, estilo Sessão da Tarde, e proporciona muitas risadas e um sentimento bom.

Como já é sabido, somos apresentados a Quentin Beck, vivido por Jake Gyllenhaal, que em um primeiro momento é mostrado como aliado de Nick Fury, e sua origem é explicada como se ele fosse da Terra 833, um dos multiversos existentes. Os inimigos da vez são os Elementais, criaturas gigantescas formadas por água, gelo, terra e fogo, que estão atacando a Europa, justamente para onde Peter está indo curtir as férias com a sua turma. Fury tenta entrar em contato com Peter, mas ele está a fim de tirar uma folga do trampo de super-heroi, divertir-se com os amigos e, é claro, conquistar a MJ.

Fazia muito tempo que eu não saía feliz de um filme da Marvel, até porque nos últimos tivemos muitas perdas e situações de perplexidade. Ainda que as cenas pós créditos tenham me deixado preocupada com o futuro de Peter Parker (que com a morte do Tony se tornou meu heroi favorito do MCU), “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um filme muito divertido. Os efeitos são excelentes, remetendo-nos a “Doutor Estranho”, e essa ilusão bem sucedida é esclarecida depois, dentro da trama. Jake Gyllenhaal, como sempre, rouba a cena quando está em tela, e espero que apareça nos próximos filmes da Marvel. A dinâmica entre Happy Hogan e Tia May também funciona, shippei os dois e quero ver mais esse casal. Continuo amando Ned, o “cara da cadeira”, que mais uma vez está ótimo no filme, e Tom Holland, bem, ele É o Peter Parker definitivo e será ótimo ver a sua evolução nas próximas fases da Marvel nas telonas.

O filme tem probleminhas, mas nada que atrapalhe a experiência. O humor dos professores de Peter às vezes parece fora de tom, exagerando um pouco nas piadas. Mas, no geral, “Homem Aranha: Longe de Casa” é mais um acerto da Marvel, e as cenas pós créditos são de explodir a cabeça, com referências maravilhosas a outros filmes do MCU, do Homem-Aranha e até ao videogame! Mas dessas cenas eu não darei spoilers, você terá de ir ao cinema pra ver, pois vale muito a pena!

Nota: 10,0

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