dom. set 27th, 2020

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RESENHA: JURASSIC WORLD – REINO AMEAÇADO (com spoilers)

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A franquia “Jurassic” revolucionou o cinema e é uma das mais queridas pelo público. Em 1993 Steven Spielberg nos presenteou com “Jurassic Park”, e ao longo desses 25 anos tivemos altos e baixos. Entretanto, a curiosidade despertada pelos dinossauros nunca arrefeceu. Depois de quase 15 anos entre o último filme da trilogia original, coube a Colin Trevorrow trazer de volta esses animais tão instigantes. E agora de uma forma macro: se antes tínhamos as histórias do “Jurassic Park”, agora temos o “Jurassic World”.

“Jurassic World – Reino Ameaçado” é o segundo filme da nova fase da franquia. A trama começa nos apresentando um dilema: os dinossauros estão vivendo na Ilha Nublar, onde há um vulcão adormecido prestes a entrar em atividade. Se permanecerem na ilha, os animais morrerão. Mas se forem retirados, irão para onde? Há quem defenda que deixar os dinossauros na ilha para serem novamente extintos seria uma forma de corrigir a ordem natural das coisas, que foi alterada pelo Homem, ao trazê-los de volta à vida. Por outro lado, há pessoas que têm compaixão pelos bichos, como Claire, personagem que retorna do primeiro filme, e Maisie, neta de Benjamin Lookwood, que teria sido parceiro de Hammond (um dos grandes responsáveis por recriar os dinossauros no primeiro filme, de 1993). Além dessa questão moral, o segundo filme retoma uma questão que já nos havia sido apresentada no primeiro: os interesses escusos de algumas pessoas em utilizar os dinossauros como armas. Por meio de cruzamentos e alterações genéticas, é possível selecionar as características mais interessantes de cada espécie e criar um animal completamente novo: vimos isso no primeiro Jurassic World, quando fomos apresentados a Indominus Rex, e vemos também neste filme, ao conhecermos o Indoraptor, um animal completamente assustador.

O filme tem um tom mais sombrio que o primeiro, a tensão está presente durante praticamente toda a trama, ele é mais “terror” e menos aventura, e um dos motivos é a direção de J. A. Bayona (de “Orfanato”, “O Impossível”, “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”). Aliás, a direção é um dos pontos altos do filme, Bayona tem um estilo criativo de filmar, e o CGI funciona perfeitamente, os dinossauros são muito críveis. O casal formado por Owen (Chris Pratt) e Clair (Bryce Dallas Howard) está de volta, com Claire usando calçados mais adequados (eu fiquei profundamente irritada no primeiro ao vê-la correndo de salto alto no meio do mato) e Chris Pratt no papel de… Chris Pratt. É impossível vê-lo em tela sem vincular ao Star Lord. Mas isso não chega a incomodar, ele está melhor do que no primeiro filme. Outra personagem que retorna é Blue, a mais inteligente de sua espécie, e que tem papel fundamental na trama. Em poucas cenas, Blue nos conquista e acabamos por adotá-la e torcendo por ela durante toda a história. Há também dois novos personagens, a cientista Zia e o nerd Franklin, responsável pelo alívio cômico da história, mas que também nos despertam empatia e nos preocupamos com eles durante todo o desenrolar da história.

“Jurassic World – Reino Ameaçado” é muito, muito bom. Sempre é difícil falar de “mundos” que eu amo (por isso nunca resenho filme dos Vingadores, hahahaha), pois temo não ser imparcial. Mas me arrisco a dizer que este é o segundo melhor filme da franquia, ficando atrás somente do primeiro. As cenas são muito bem dirigidas e vale a pena ver na maior tela possível, pois a veracidade dos dinossauros é impressionante. A história nos prende do início ao fim, e mesmo sabendo do perigo que representa salvar os dinossauros da nova extinção, somos expostos a esse dilema moral e somos sensibilizados. A Blue é apaixonante e é uma das grandes heroínas da trama. E é incrível que consigam retratar no cinema de uma forma tão real esses animais tão interessantes como são dinossauros.

Nota: 10,0.

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