seg. maio 23rd, 2022

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RESENHA – ROBIN HOOD: A ORIGEM

Uma história que já foi contada várias vezes, para convencer, ela tem que ser aprimorada...

Uma história que já foi contada várias vezes, para convencer, ela tem que ser aprimorada a cada versão. Tem que trazer novas abordagens, novos pontos de vista, novos conceitos. Infelizmente não é o que acontece com “Robin Hood: a Origem”, que é um filme que desperdiça bons atores, é uma bagunça, e só não é totalmente esquecível porque é demasiadamente cafona.

Por se tratar de um filme de origem, ou pelo menos pretender sê-lo, a obra tenta contar a história de Robin de Loxley, um nobre  que lutou nas Cruzadas e é dado como morto. Ele retorna à Nottingham, e percebe que perdeu tudo: as terras da família, as riquezas e a sua amada. Dentro desse cenário de violência gratuita, corrupção e luta de classes, surge a ideia de roubar o dinheiro que o xerife toma das pessoas, e o dinheiro da Igreja para dar aos pobres, que são incitados a começar uma revolução (?). Robin Hood não age sozinho: ele conta com a parceria Yahya, um homem que conheceu na guerra e passa a servir como seu mentor, inclusive lhe dando treinamentos muito similares ao crossfit. Seria engraçado se não fosse bizarro.

A película tem alguns méritos, mas não muitos: algumas cenas de brigas são bacanas e a ação até que é convincente. Mas o roteiro é sofrível e os diálogos completamente bregas. Apesar de contar com dois bons atores como protagonistas, como Taaron Egerton (de Kingsman) no papel principal, e Jamie Foxx como seu sidekicker (de Django Livre!), pouca coisa se salva no filme. O diretor, Otto Bathurst, até que é promissor, tendo trabalhado em episódios de séries como Peaky Blinders e Black Mirror, mas o trabalho dele aqui não é nada recomendável.

Enfim, essa foi mais uma tentativa fracassada de recontar um clássico e começar uma franquia. A tendência é que flope e não tenha sequência. E sinceramente, é um filme completamente desnecessário e superficial. Os estúdios deviam ter mais cuidado ao refilmar histórias como essas. Recentemente, vimos uma tentativa frustrada com Rei Arthur, e agora com Robin Hood. O que eu peço é mais respeito com esses personagens que conhecemos há tempos e pelo quais temos carinho. Parem.

Nota: 5,0

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