seg. set 28th, 2020

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RESENHA: STAR WARS ROGUE ONE (SEM SPOILERS)

4 min read

Quando Star Wars Rogue One foi anunciado, empolgou a ideia de um spin-off mostrando detalhes da saga vista de outros ângulos, outros personagens e outras perspectivas que só poderíamos antes imaginar através dos livros do Universo Expandido, hoje “Legends”.

A hype aumentou mais ainda quando anunciaram o elenco e o que exatamente a trama abordaria. Após as filmagens o filme passou por revisões e precisou a ser ter cenas refilmadas e novas cenas incluídas, o que assustou os fãs.

Hoje acabo de sair do cinema com uma sensação de alívio e encanto, pois o filme é espetacularmente incrível!

Não vá assistir Rogue One esperando Jedis, sabres de luz ou a aventura clássica. Rogue One é um filme adulto que mostra o lado obscuro da guerra entre Rebelião e Império. Os personagens são cativantes, cada um tem suas motivações e a ligação entre eles emociona, é como estar assistindo o Resgate do Soldado Ryan no universo Star Wars, as cenas são registradas do ponto de vista da ação, participamos efetivamente da guerra no solo, no espaço e internamente nos sentimentos dos personagens.

Dentro dos próprios rebeldes existem divisões, umas estratégicas, outras extremistas, o que mexe na lógica “bem contra o mal“, os rebeldes são violentos, vivem sob a opressão do Império, há baixas de ambos os lados o tempo todo e entendemos que numa guerra é preciso tomar decisões que podem levar a injustiças e sacrifícios para o bem maior e objetivo em comum.

A trilha sonora conduz o filme de forma dramática, em certos momentos incluindo a melodia clássica em meio ao caos em que vivem este grupo de rebeldes.

Felicity Jones consegue cativar com a sua sofrida personagem Jyn Erso, Diego Luna também mostra que foi uma ótima escolha, seu personagem Cassian Andor é misterioso e suas ações não medem certo e errado. Mads Mikkelsen interpreta Galen Erso, pai de Jyn e um dos responsáveis pela criação do coração da Estrela da Morte. O astro das artes marciais Donnie Yen é Chirrut Imwe e é o mais próximo temos do conceito da força, ao lado de Jiang Wen que interpreta Baze Malbus formam uma dupla entrosada que em muitos vezes são os alívios cômicos da projeção.

Impossível falar em alívio cômico sem mencionar o robô K-2SO que tem a voz de Alan Tudyk, ele rouba a cena em alguns momentos e trouxe um novo conceito de droid para a saga.

Forest Whitaker é Saw Gerrera, personagem já mencionado na serie Rebels e que tem grande importância no filme e dentro do grupo de rebeldes. A Aliança Rebelde está presente, como mencionado, existem divisões entre os rebeldes e a atriz Genevieve O’Reilly interpreta Mon Mothma, importante figura política e chefe de estado na Aliança Rebelde, anteriormente em episódio III tivemos a sua participação, mas as cenas foram retiradas do corte final do filme. Em Rogue One ela está incrível e a semelhança com a atriz Caroline Blakiston que interpretou a personagem na trilogia clássica.

Ben Mendelsohn interpreta Orson Krennic, o oficial do império responsável pela construção da Estrela da Morte e da arma letal capaz de destruir planetas. Krennic é impiedoso e quer mostrar o seu valor ao império.

Temos o planeta Jedha, o templo Jedi, temos o império profanando o templo em busca dos cristais que são energia aos sabres de luz.

As cenas de ação são de tirar o fôlego, é guerra franca, explícita, brutal, as mortes aparecem, soldados são deixados pra trás como numa guerra, temos tensão no ar o tempo todo, o império está infiltrado em todos os lugares, temos Stormtroopers clássicos e a inclusão dos imponentes Death Troopers traz um tom ainda mais ameaçador.

No trailer temos um vislumbre do Grand Moff Tarkin, sim, é ele mesmo, recriado digitalmente de forma impressionante e ele é parte importante na trama imperial.

Darth Vader está lá, imponente, ameaçador e a sua participação faz jus a tudo que sabemos sobre ele e do que ele é capaz. Temos a participação de outros personagens clássicos, recriações digitais necessárias para a continuidade da trama que liga perfeitamente Rogue One a Uma Nova Esperança.

O filme usa os efeitos visuais de forma impecável, mesclando efeitos práticos com digitais que tornam a experiência bastante realista. A imersão em 3D é moderada, mas posso destacar as cenas espaciais, principalmente quando focam a estrela da morte e os Destroyers de angulos nunca vistos, é impressionante.

Concluo que Rogue One é um grande filme, elevou a saga a outro nível e abre muitas portas para expandir ainda mais este maravilhoso universo de personagens e histórias. É difícil comparar aos filmes clássicos, pois são atmosferas completamente diferentes, mas, arrisco a dizer que Rogue One só perde para O Império Contra Ataca.

Ao final do filme sai da sala de cinema com os olhos marejados, o final emociona de verdade. Rogue One merecia fazer parte da saga principal e não um Spin-Off.

ASSISTAM SEM MEDO DE SER FELIZ!

André Pacheco Administrator
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