qua. dez 2nd, 2020

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Resenha – The Man Of Steel – Com Spoilers

6 min read

Dirigido por Zack Snyder, responsável por filmes como 300, Watchmen e Madrugada dos Mortos, Man Of Steel chega com a grande responsabilidade de apresentar para o grande público uma versão atual de um dos mais queridos heróis de todos os tempos, o Superman. Personagem que anteriormente fora imortalizado pela grande interpretação de Christopher Reeve em 1978 e colocado sob severas críticas no filme de 2006 dirigido por Bryan Singer, protagonizado por Brandon Routh.

A maior reclamação do público no filme de 2006 foi a falta de ação e a insegurança do personagem na trama rasa e previsível de Snyder.

Em Man Of Steel temos o oposto, ação é o que não falta no filme. A adaptação foi feita por David Goyer em parceria com Christopher Nolan, criando um novo universo para o herói de forma mais realista assim como vemos na trilogia Batman de Nolan.

A partir daqui só tem Spoilers, então é por sua conta em risco!

Inicialmente somos apresentados aos últimos dias de Krypton, planeta que estava a beira da extinção e é retratado com muita beleza. É possível perceber os valores, a fauna e a política de Krypton. Perto do fim o planeta está prestes a sofrer um golpe militar por Zod, general responsável pela segurança no planeta.
Em krypton os seres são concebidos de forma artificial, cada um nasce com um propósito, uma responsabilidade junto ao seu povo e a muitos anos nenhum ser nasce de forma natural.

Com o planeta prestes a explodir, Zod impoe sua forma de dar continuidade aos Kryptonianos colonizando outros planetas, porém, ele se coloca no direito de escolher qual linhagem deve sobreviver.

Em meio a tudo isso Jor-El e Lara tem seu filho de forma natural, contra as leis de Krypton e entram em conflito com Zod. Em meio a memorável porradaria entre Zod e Jor-El, Kara consegue enviar o pequeno Kal-El para o espaço, rumo a um planeta habitável próximo ao sol.

Zod mata Jor-El, logo é preso e condenado a Zona Fantasma, onde eles são congelados em uma nave e enviadas a um buraco negro. Zod prometeu encontrar o filho de Jor-El onde quer que fosse.

Após a linda cena da ruina de Krypton somos transportados à terra nos dias atuais, onde vemos Kal-El como um andarilho sem propósito nas mais diversas dificuldades. Cenas muito bem elaboradas mostram flashbacks da infancia de Kal-El sob os cuidados de Martha e Jonathan Kent, interpretados magistralmente por Diane Lane e Kevin Costner.

Como o mundo reagiria frente a uma criança alienígena? Ele seria hostilizado, seria julgado e o mundo como conhecemos iria mudar.

O senso protetor dos pais adotivos é um ponto forte da trama, marcados por diálogos emocionantes como na cena onde o pequeno Kal está sofrendo com as suas transformações, descoberta dos poderes e parece ter medo da grandeza do nosso mundo.

– O mundo é tão grande mãe.
– Então faça-o pequeno filho.

Uma das melhores cenas é a morte de Jonathan Kent, que se sacrifica e se recusa a ser salvo por Clark para que seu segredo não fosse exposto as dezenas de pessoas presentes.

Outro ponto forte do filme é a trilha sonora, as vezes frenética, as vezes emocionando com poucos acordes de piano nas cenas da infância de Clark.

Temos também a Amy Adams como Lois Lane, a repórter petulante e curiosa do Planeta Diário. Ela passa a investigar as lendas urbanas e relatos locais de alguém com supostos poderes que salvaram pessoas, até que ela encontra Clark na fortaleza da solidão, aqui retratada como uma nave e não uma fortaleza de cristal.

Podemos ver o encontro de Kal e Jor-El, representado como uma espécie de holograma da sua consciência. Logo podemos ver uniforme e as primeiras tentativas de voo do Superman. Cenas muito bem feitas com um perfeito efeito de perspectiva e profundidade com direito a aquela explosão de ar quando a barreira do som é quebrada.

Com o fim de Krypton a nave que mantinha Zod e seus soldados presos é libertada e fica a deriva no universo. Clark ao descobrir restos de uma nave enterrada acaba ligando um dispositivo que emite um sinal no universo, fazendo com que Zod descobrisse seu paradeiro.

Zod chega na terra e a destruição começa. Se em The Avengers o público reclamou da falta de vítimas frente a tamanha destruição, em Man Of Steel a destruição é em escala épica e muitas baixas podem ser percebidas. As cenas das batalhas em Smallville e Metropolis são devastadoras e detalhadas. Chris Nolan tem como ponto forte explicar cientificamente o universo que ele cria, dando mais credibilidade e realismo ao contexto do filme. Entendemos que por estar mais próximo ao sol Kal-El tem todos os seus sentidos multiplicados e poderes que o tornam um Deus para os humanos.
Faora está presente, interpretada pela bela Antje Traue. Também temos no elenco Laurence Fishburne como Perry White que não decepciona.

Clark se revela como Superman, após 33 anos na terra, como uma referência a Jesus Cristo e com o fardo de salvador da humanidade.

Sobre a interpretação de Cavill como Superman posso dizer que foi bem convincente, pela primeira vez temos nas tela um Superman mais atlético e musculoso, assim como vimos nos quadrinhos. O ator tem carisma e soube demonstrar a insegurança, incerteza e a raiva reprimida que o personagem carregava por tudo que estava passando na terra até decidir se faria ou não a diferença com os humanos.

Michael Shannon está brilhante como Zod, que no seu ponto de vista estava tentando fazer o que achava certo para o seu povo e o que ele nasceu para fazer em Krypton.

O excesso de efeitos visuais e velocidade nas cenas de ação pode ser considerado uma falha, mas foram muito bem feitos e com certeza é algo nunca visto antes.

A presença dos militares acaba se tornando algo cômico e parece ser só pra dizer que o governo fez alguma coisa.

O filme encerra com uma luta épica entre Zod e Superman no coração de Metropolis, Zod tira sua armadura e eles se enfrentam sem pensar em consequências, prédios desabam como papel, carros, ferro retorcido fazem parte do cenário.

Após jogar os capangas de zod num buraco negro artificial formado pela nave, Superman se vê diante de seu maior dilema, matar Zod ou ver mais civís serem mortos. Então, desesperadamente Superman é obrigado a matar Zod pra salvar um grupo de pessoas. A cena é bastante tensa, após matar Zod superman grita desesperadamente pelo que fez.

A cidade ficou em ruinas.

O filme termina com Clark se infiltrando no planeta Diário para estar mais perto das notícias e logicamente perto de Lois. Com um sorriso e aquele visual de repórter nerd que estamos acostumados, recebemos os créditos do filme.

Algumas referências podem ser percebidas, como um caminhão da Lexcorp e um satélite das industrias Wayne. Acredito que ainda é cedo para um filme da Liga da Justiça, pois Superman acabou de se tornar quem ele é, ainda não está preparado para liderar.

Man Of Steel é um filme com uma mensagem de humanidade e esperança. Um grande filme, com um grande elenco e o início de algo muito maior.

Não há cena pós créditos.

Poderia ser 10 se tivesse uma cena pós crédito e se aparecesse o Superman no funeral dos que morreram na batalha!

 

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